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O meu trabalho

No meu trabalho tem pica-paus! Foi a primeira vez que eu os vi. Eles são tão bonitinhos… Tem árvores, uma grama verdinha quando chove e é um cassa enorme. Tem tucanos e muitos outros tipos de pássaros. É um lugar muito bonito e às vezes eu vou lá fora na hora do pôr do sol só pra vê-los. Mentira, não é só pra isso, mas faz uma grande diferença ter eles por ali.

Tenho 3 chefes. O dono, que é o super chefe. Tem a Chefe que só é subordinada a ele e que é uma excelente profissional. Mas de vez em quando dá uma dura na gente. Afinal.. ela faz o papel dela e faz bem feito. A terceira é a minha chefe imediata que é subordinada aos outros dois. Ela conversa com a gente e é legal nessas horas, mas é muito pouco profissional e eu não sei o que ela faz ali. Dá umas super broncas na frente de todo mundo e quase todo mundo praticamente não a suporta. Ela tá grávida e parece que isso piora as coisas. Ela não sabe qual o nome que vai colocar no filho. Eu até emprestei o nome do meu filho pra ela, mas ela não aceitou. Só pra deixar claro: do meu futuro filho: Bernardo. O lugar, apesar de lindo, é beeem longe e é quase uma viagem pra chegar lá. Quando ainda não haviam roubado o meu som era até legal, ouvia todas as músicas possíveis e quando enjoava dos meus CDs colocava nas rádios mais legais. Mas agora? Agora não tem muita graça. O trânsito ainda não me irrita como faz com alguns. Mas não é lá muito agradável ficar meia hora sem nada o que fazer com um monte de carro do seu lado. As atividades em si não são ruins, são até legais. Por mais chato que seja as vezes. Acho que de vez em quando eu acho chato mais pelo cansaço do que pelo trabalho. E eu realmente aprendo. E isso é realmente bom.

Ela

Ela me liga num sábado a noite, sem ao menos saber quem eu sou.

Ela me convida para um vinho num restaurante maravilhoso.

Ela indica o Café Savana.

Ela tem aqueles olhos puxadinhos.

Ela usa óculos com armação colorida.

Ela ama MPB.

Ela tem uma voz que enlouquece.

Ela veste-se lindamente, com um estilo que é só seu.

Ela me deixa aparecer na sua casa em plena madrugada.

Ela fica sem graça quando fala comigo pelo telefone e pessoalmente também.

Ela que é gentil.

Ela que é dona de um sorriso lindo.

Ela é doce.

Ela que é impulsiva.

Ela que não me deixa pensar em mais nada, mesmo não sabendo.

Ela passa por situações únicas na vida.

Ela que quer ir ao parque de diversões.

E, ela tem aquele cabelo curtinho, mas mesmo assim não consigo tirá-la dos meus pensamentos.

Ela é, simplesmente, ela.

P.S.: E quando eu digo que me apaixono fácil ninguém acredita em mim.

As coisas aqui dentro…

Não sei como se reage em situações adversas. Não sei como entender o que as pessoas dizem e não consigo ficar parada. Mesmo que eu fique. Procurei em todos os lugares e achei. Achei um jeito de fazer o que eu não fiz em um sábado qualquer.

Como sempre eu sou a contradição em pessoa, mas desde então sou uma contradição feliz. Pensei em tantas coisas esse fim de semana, resolvi tantas coisas importantes. Descobri que não resolvi se acredito ou não em outras coisas importantes. Parece que alguns pensamentos ficam no passado e dá tanta preguiça voltar a pensar nisso, que fico pelo presente mesmo. E no presente eu não penso, eu faço.

Eu me perguntei hoje como as pessoas conseguem ser tão intrigantes. Se você faz algo que alguém não queria que você fizesse, logo esse alguém acha uma desculpa pra dizer que você tá mal ou pra achar explicações sentimentais para isso ou para aquilo. Mas quando elas fazem… não, aí é outa história. Foi só por vontade. Vontade de qualquer coisa. Só não é pelo mesmo motivo tosco e reprovável que o seu. Mas deixems essas coisas chatas pra lá. Não quero mais lembrar do passado, já disse.

É possível que eu vá trabalhar em outro lugar que me pague mais. Já tô com os contatos. E não é o contato de sempre. Um primo da minha mãe, no momento é o meu contato. Mesmo que eu não soubesse da existência dele. Ganhar mais é sempre bom. (Júlia, não conta isso pra ninguém, tá?)

Superar problemas do passado também é uma coisa difícil. (Olha eu de novo falando de passado?) Mas como eu consegui olhar pra uma menina de cabelo curto e ainda sim me “empolgar” perdidamente por ela? Não sei… não sei mesmo. Ainda tem outros problemas do passado, um passado remoto que já não afeta tanto assim, afinal tem 13 anos, né? Mas ainda pesa um pouquinho nessa escolha. E a esperança, de que isso passe logo, volta.

Meu celular não funciona direito. Vive desligando. Preciso de outro, mas não tô com vontade de comprar se em dezembro vou ganhar um super legal do meu pai. Com câmera! Posso voltar a minha vida de ficar tirando fotos de tudo e me divertindo como fazia no passado. Passado? De novo? Putz… Acho que para sempre ele vai estar aqui. Todos os meus passados, porque são muitos.

Mas é o presente e o futuro que me trazem essa pontinha de felicidade que eu tô sentindo. E não é só porque aparece de vez em quando alguém legal, é porque eu estou com sede de vida. E vida não é mais só ir para um bar e pronto. Não. É mais… é fazer natação, é estudar coisas legais, é procurar outro emprego pra ganhar mais e é entender que existem 6 bilhões de pessoas no mundo e estão todas por aí. Algumas são pessoas legais e não é tão difícil de encontrar, se você se abre.

É fazer um instrumento. Quero tocar alguma coisa, quero rir, quero beber, quero fazer amigos e amor. Mas amor mesmo, sabe? Quero tudo isso, mas quero, principalmente, me bastar. E eu já dei alguns passos nessa direção.

Emails

545 emails não lidos no email corporativo.

43 emails não lidos no email pessoal.

Isso tudo porque ainda excluo emails todos os dias. Quem tem tempo pra tanto email?

Ficaria eu aqui, ou em qualquer lugar, lendo email enquanto meu amigo precisa que eu vá para o Espaço Galeria com ele às 3 da manhã da sexta-feira? Quando foi o melhor dia daquele lugar? Ficarei eu em casa quando no sábado vou pra festa anos 80 e 90 que foi M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A?????

De jeito nenhum!!!

Ficarei eu lendo emails quando ela me chama do outro lado da cidade com uma garrafa de vinho muito bom, num restaurante super “romântico”????

Definitivamente não.

Mas prometo que na próxima vez eu oferecerei a garrafa de vinho. E, com certeza, brindaremos mais um encontro. Dessa vez, “o” encontro.

E os emails? Eles continuarão lá. Até começar a excluir os mais velhos porque minha caixa não cabe mais. Mas não caber mais já não é desculpa, porque alguma coisa em mim, que se move dentro de mim, já não cabe mais aqui. E eu não posso expulsá-la. Porque ela, a minha alma, me domina.

E mas uma vez me deixo levar e pulo em mais um precipício.

Tentei…

Ontem foi um dia tenso. O dia inteiro foi tenso. Chefe chata reclamando de tudo e dando bronca em todo mundo, gente de cara fechada. Telefonemas pra uma multidão. Telefonei pra todo mundo pra ver se alguém queria ir no cinema comigo. Ninguém!

E, apesar do dia, a noite não deu folga. Também foi tensa. Reencontros são sempre tensos (pelo menos pra mim). Mas, por incrível que pareça, não foi assim tão difícil. Na verdade quando estou perto dela as coisas nunca são tão tensas. Mesmo que antes pareça que vai ser.

Obviamente eu já sabia que ela estaria lá. Não errei. Achei que ia ficar meio assim, mas eu amo essa menina! Ela tem aquele sorriso que eu sempre achei lindo e que não tira do rosto. Ela tem aquele papo bom que dá vontade de ficar horas conversando, qualquer besteira que seja. Ela… ela faz falta.

E, mais do que nunca, eu senti isso ontem. Por mais que eu tentasse e pensasse “não, ela não quer”, eu pensava “mas eu quero!”. Quero sair, quero conversar, quero minha amiga de volta, sabe? E eu tentei me controlar pra não fazer as coisas que ela não gosta pra ver se ela ia ter uma vontade lá no fundinho de sair comigo, de me ver de novo. Mas acho que não consegui nada. Nem me comportar direitinho, nem que ela quisesse qualquer coisa que não tenha sido ontem, naquele momento. Talvez ela nem quisesse aquele momento também.

- Mas eu juro que tentei, mãe!

Fiquei com uma pontinha de saudade, quer dizer, uma pontinha não, muita saudade. E fiquei triste. Saí pra beber, tive conversas sérias e precisei ouvir que eu preciso de ajuda profissional. Eu já sabia, mas não é bom ouvir, né? Se bem que de onde veio a frase eu ouviria qualquer coisa feliz! Tive conversas menos sérias e promessas (será??) para o futuro. Não muito distante, eu espero.

Madrugadas num fim de férias…

Tudo começa numa segunda-feira em que recebo uma ligação da baiana, que está de passagem pela capital federal. Chegamos ao bar quase às 10h da noite e bebemos até umas 2 horas.

Acordo quase sem acordar. Tomo banho, um banho quente como todos de todos os dias. Ainda meio sonolenta vou trabalhar.

Na terça-feira levo-as (ela e a outra baiana residente no Planato Central) para apresentar à primeira o famoso Beirute da Asa Sul. Muita risada, uma tentativa sem sucesso de não deixá-la ir embora sem conhecer o beijo brasiliense. E mais risadas. A noite acabou novamente às 2h da manhã.

Acordo mais cansada e sonolenta do que no dia anterior, tomo o banho de todos os dias e a água quente me espera. Entro embaixo do chuveiro ainda com um certo receio, mas logo me acordo por ali. Vou trabalhar caindo pelas tabelas.

Na quarta-feira aproveitei que elas deveriam (como me disseram) visitar a tia da primeira, aproveito para dormir. Entro embaixo dos cobertores quentinhos às 11h e desmaio.

Acordo bem para trabalhar, afinal durmi muito, muito mesmo.

Fim do dia na quinta-feira e vamos para o Por do Sol. Dessa vez estavam as baianas, a namorada da segunda, a Mariana, a Tassi, a amiga da Tassi e mais 5 amigos da Mariana. Uns foram mais cedo, outros mais tarde. As baianas resolveram ir no Beirute da Asa Norte, mas eu estava sem carro para levá-las. Elas foram. Ficamos só eu, a Mari, o amigo da Mari e o Eldér. O último é também amigo da Mari, mas só por ser baiano, ter estudado em São Lázaro e ser super simpático, já não vale mais a pena tratá-lo só como amigo da Mari. Eu, com sono (apesar de ter dormido muito na noite anterior), resolvi ir embora às 12h da noite. Mas fui chantageada abertamente pela Mariana, então fomos para o Área 51. Cheguei em casa as 4h da manhã.

Acordo como sempre às 8h da manhã e vou direto para o meu velho amigo chuveiro. Tomo e banho e vou bambeando para o trabalho. Felizmente não tínhamos muito a fazer. Por isso deu pra enrolar um pouco. Ligo para as baianas e elas vão sair.

Aproveito e vou no Por do Sol novamente com a Mariana. Saímos do Por do Sol cedo e fomos para o Crepe ao Chocolat (se é que se escreve assim). Saí de lá e fui para o Armazém do Mineiro, que não vê a minha cara tem algum tempo bem grande. A tassi tava lá com o João, a Manu e o Guto. Mais risadas e tem coisa melhor do que tá numa mesa com um monte de gente besta pra rir? Risadas até a barriga doer. Chego em casa às 2h da manhã.

Acordo (graças a Deus) no sábado às 14:30 da tarde e ligo para as baianas que estavam (só naquele dia) na casa da tia, já citada anteriormente. Marquei com elas para a noite e fui para a casa do meu gerente preferido, vê os amigos jogarem vôlei e queimada (ou baleado). Saí de lá e fui pra casa.

Peguei as meninas em casa, passei no Área 51 pra pegar a Sétima Temporada de Friends, passei no El Paso Texas Bar pra encontrar outros amigos e, finalmente, fomos para o bar novo chamado “Dedo de Moça”. Sugestivo, hein? Pois é… a música tava boa e a conversa, apesar de polêmica, também. Gostamos e iremos voltar para o show de Isabela Taviani. Bem, chegamos em casa às 6h da matina. Durmo um sono atribulado e acordo 1h da tarde. Cedo, né?

Acordo no domingo e vamos direto para a Feira do Paraguai. Compro meu controle univeral (já que o meu não funciona) e acompanho as baianas às compras. Vamos embora e damos uma paradinha no Barulho. De lá, rapidamente, seguimos para o Beirute onde comemos e bebemos mais um pouco. Tendo sempre a nossa amiga da vez, a namorada da segunda baiana. De lá, direto para o Área 51 de onde só saímos à 1h da manhã. Durmo 2h e meia da manhã e acordo como sempre às 8h.

E já estou pensando em convencê-las a beber hoje de novo.

Afinal… as aulas começam semana que vem, né?

E essa foi a semana foi parecida com um longo final de semana, que deverá continuar.

Acabei de ver…

Falei no post anterior sobre o “motor de busca” do meu blog. Tive a curiosidade rara de ir ver hoje o que as pessoas procuraram para chegar no meu humilde lar.

E tinha um que me chamou a atenção: Como reconstruir minha identidade.

E quis falar sobre como eu pretendo reconstruir minha identidade. Apesar de não ter um plano bem definido. Acho que eu já dei o primeiro passo: voltei a ler. Coisa que desde quando descobrir o que é estar namorando, não faço mais com a intensidade que eu fazia. E isso é bom.

Voltei a ouvir coisas diferentes. Voltei a ser uma pessoa extremamente sociável. Mas essas duas coisas meus relacionamentos não me impediam. Não tanto assim. Acho que fui eu que me fechei em algum lugar. E me abro novamente para tudo que pode ser considerado vida.

Descobri hoje esse site e gostei do que falaram. Tá é astrologia, mas e daí? Adooooro isso.

Essa sou eu:

Em você fincou raízes o poder, para sua alma se atrever a tudo e a todos, e para ser capaz de realizar o que for impossível aos olhos das pessoas comuns. Tirar leite de pedras, fazer as pedras cantarem, embrenhar-se em conhecimentos que pareçam absurdos demais para serem considerados sérios, em todos os caminhos você precisará levar uma vida incomum, pois seu destino é ser ponta de lança, estar à frente de seu próprio tempo. Contudo, o mais importante de tudo é que você ande em direção ao reconhecimento de que sua presença na Terra se tornar necessária para abrandar os conflitos, tratá-los com espírito, alegria e com a boa vontade de ajustá-los à maior harmonia possível. Sua felicidade é orientada pelo amor, é em busca de amor que você veio a este mundo, não apenas o amor romântico, mas o amor fraternal, aquele que pode ser compartilhado com o maior número possível de pessoas.

E essa é ela:

Em você se combinam a paixão e o poder, resultando numa fértil imaginação e infinita capacidade de sonhar mundos maravilhosos, entusiasmando-se com todos, mas nem sempre tendo capacidade de realizá-los. Terá de aprender que para quem nasce entre o céu e a terra é imprescindível realizar os sonhos, e que para isso acontecer o primeiro passo é despertar. Sonhar muito, mas lembrar-se de despertar para que a imaginação abandone o terreno da fantasia e possa ser compartilhada com o mundo através de obras concretas. Sua alma é orientada pela realização da liberdade, a qual só faz sentido onde faltar. Sua presença deve criar liberdade, não é o destino que deve trazê-la até você. Nessa busca, a razão é um instrumento privilegiado para construir o destino. Você precisa saber que razão se alimenta de dúvidas e dilemas, pois sem elas não haveria reflexão, a base de todos os raciocínios. Quando a mente é cheia de certezas, ela pára de pensar. Mesmo que você não siga uma carreira científica, seu espírito é de cientista, você testará relacionamentos e atividades como se tudo fosse uma experiência de laboratório.

 

 

É. Eu faço Lobby.

A verdade é essa nua e crua. Tá tudo bem, nem tão verdade assim, afinal não sou eu quem faço o Lobby. É o meu chefe. Mas eu fico na parte de assessoria. Ou seja, eu (e os outros da equipe) faço o grosso do trabalho, nós procuramos os possíveis interesses dos clientes. Fazemos estratégia de ação para eles fazerem o Lobby, ou a ação.

É mais ou menos assim. Todos garantem que não há ilegalidade e que a empresa não trabalha com “maracutaias”. Eu acredito! Acredito porque essa é uma empresa reconhecida no Congresso como tal. Congresso esse, famoso por detonar empresas que não agem com tanta integridade, mesmo que eles não sejam tão íntegros assim.

O fato é que a minha consciência pesa, não pela ilegalidade que eu sei que não há, mas pelas legalidades mesmo. Nossos clientes patrocinam campanha dos nossos legisladores e outras coisas afins. Tudo, como eu já falei, legalmente. Mas pensem bem: isso não é lá muito ético, né? Mesmo sendo legal? Claro que tem que haver Lobby e tal. Mas as coisas não deveriam funcionar assim.

Eu sou realmente a favor da Reforma Política. Dessa mesmo que tá vindo aí pra mudar tudo! Se é que tá vindo, mas que quer mudar, isso quer. Precisamos regulamentar melhor isso. Fazer, principalmente, financiamento público de campanha. Mudar a visão sobre partido. Colocar voto misto, como em tantos lugares no mundo.

Enfim… sei que amanhã estará cheio de “motor de busca” para o meu blog com coisas de política. Se queriam uma resposta profunda a suas divagações políticas: procuraram no lugar errado. Sinto informar. Aqui só são divagações minhas. Coisas que me incomodam por lá, mas que não precisam ser necessariamente profundas, ok?

Por hoje só quis deixar a minha crise de consciência que bateu de repente.

Ficando mais velha…

Depois do aniversário da Júlia, sobraram algumas latinhas de cerveja na sua casa. Então fomos convidados (eu, Mari e Felipe) para terminarmos as latinhas. Tinha cerca de 40 latinhas por lá. Eu tinha que ir na UnB antes de chegar na casa dela. Achei, por isso, que ia chegar depois de todos. Exceto no dia do aniversário, aquela foi a primeira vez que fui na casa da Júlia. Não coloquei o aniversário nessa conta porque não conheci, nem conversei com ninguém que fosse estranho a mim.

Então cheguei na casa dela e quem me recebeu foi sua cadela: Hadija. Apesar de boatos que afirmam ser ela doce, meiga e medrosa, comigo ela foi tomada por uma grande coragem e latiu até que eu ficasse com medo. Não foi muito tempo, afinal ela é enorme! Voltando ao assunto. Entro e sento no sofá. A mãe dela senta do meu lado e diz que a cerveja ta na geladeira e que eu posso começar. Ninguém havia chegado ainda. Nem a própria Júlia.

Fui pegar a cerveja e na volta avisto de longe um pacote de Torcida que havia sobrado do aniversário. Eu que estava morrendo de fome, peguei o pacote e perguntei envergonhada “sobrou do aniversário da Júlia, né? Posso comer?”, a mãe dela “Claro que pode. Coloquei aí pra você pegarem mesmo”, eu “Não repara não, é que eu sou meio entrona mesmo”. Quem vê até pensa!

Começamos a conversar. E no meio de diversos assuntos falamos sobre relacionamentos. Não me pergunte como eu cheguei nesse assunto conversando com a mãe de uma amiga minha. Daí ela me disse uma coisa que ficou gravado nos meus pensamentos: “A probabilidade da gente achar o amor da nossa vida quando fica mais velho é muito maior”. Ela continuou desenvolvendo seu pensamento e a idéia é mais ou menos essa: com o passar do tempo você se conhece mais, descobre o que você não suporta nos outros, o que você suportaria, o que você quer e o que você não quer de uma relação, por isso a chance de alguém te interessar é menor, mas quando acontece você reconheceu um pessoa que pode vir a ser o amor da sua vida. Então eu pensei: é verdade, quando mais o tempo passa, mais nada a ver com você vai ficando as pessoas, mas na verdade não é isso, é que você já consegue discernir o que você vê. As suas manias e os seus gostos já vão se tornando mais determinantes nessa escolha, se é que pode-se chamar de escolha.

Esse fim de semana me deu a sensação (não que eu me ache tão velha assim) de que o meu próximo grande amor será pra sempre. Porque? Porque eu não tenho mais paciência para as diferenças dos outros. Não tenho mais disposição pra ficar “caçando” e não quero ninguém muito diferente de mim como foi o meu primeiro namoro. Na verdade, todos os meus “romances”, com excessão do último, as pessoas não tinham nada a ver comigo. Isso prova mais uma vez que o tempo passa e a gente fica mais exigente, digamos assim.

É. Eu tive essa impressão. Uma impressão que me confortou. É possível sim que o meu próximo grande amor seja “pra sempre”. Ou, pelo menos, seja mais sério que os outros, no sentido de construir uma vida. Construir um futuro ou algo assim. Não é que eu queira casar, nem que eu não queira. Realmente não tenho grandes traumas da pequena experiência que tive. Existiam coisas ruins, sim! Mas existiam muitas coisas boas. E o que eu pude perceber é que as ruins, pelo menos uma parte grande delas, se resolve com um carro e um pouco mais de dinheiro, coisas que eu tenho hoje. Ah! Ia me esquecendo que precisava de um pouco mais de força de vontade também.

Ontem passei o dia lendo. Acabei um livro e comecei outro. Já li três da Coleção Plenos Pecados: Luxúria: A Casa dos Budas Ditosos, Ira: Xadrez, Truco e Outras Guerras e Gula: O Clube dos Anjos. Faltam quatro, mas pretendo terminar antes de terminarem as férias!

Ah! Comecei um hoje: A cura de Schopenhauer. É do mesmo autor de Quando Nietzche Chorou.

Cansei!

Tá, eu retiro o que disse antes!

Eu sei que só se passaram alguns minutos, mas ficar sem fazer nada é horrível. Você se pergunta o que ta fazendo ali. Sempre! Porque eu não posso ir pra casa ou direto pro bar se eu não tenho nada pra fazer? Ai, que saco!

Tá. Era melhor não ter escrito nada. Que tanta merda nesse blog. Nesses dois últimos posts então? Nem se fala.

Uma amiga minha me mostrou o blog dela na semana passada falando que, na época, ela só escrevia besteira. Isso há alguns anos atrás. Eu falei que eu também só escrevia besteira. Esses três dias comecei a ler meus posts anteriores e achei bem legais. Claro que tem muita merda, mas tem umas coisas bem legais. Acho que é por isso que eu não desisto de blog! Eu sempre vou poder falar as minhas besteiras e sempre vou poder falar coisas legais. Enfim…

Achei um blog bem legal agora e descobri que o filme “Nome Próprio” parece ser bem legal. Vou assistir.

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