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Outro texto que diz perfeitamente o que eu queria dizer ontem! E-X-A-T-A-M-E-N-T-E-! Mas o mérito é todo dela: Tati Bernardi.
” Você me disse gigantesca com tanta convicção que me tornei como sou. Enorme.
Você injetou em mim as riquezas que eu um dia daria em dobro. E só posso imaginar que eu seja realmente um private equity muito bem feito: você nem quis ficar pra receber.
Minha empresa agora é grande. E foi você quem a tirou do zero, do vermelho, das dívidas. Eu olho tudo, tudo bem. Mas não caio, não pego mais os clientes pequenos, as ofertas baixas, as propostas de comércio de bairro, os trabalhos chatos, os restos pra fazer algum fundo. Minha sala tem milhares de cadeiras caras e computadores e do meu aquário de vidros transparentes vejo o mundo. Tenho armazenado o suficiente pra nem precisar sair de casa.
Você me tornou milionária quando inflacionou seus sentimentos e sentidos e intenções. Ainda que fosse especulação, eu realmente me senti merecedora de ouvir tudo aquilo. De ser vista como você parecia me ver. E nunca mais na minha vida vou querer menos.
Ainda que fosse especulação, ainda que especulação com pessoas traga menos pessoas, ainda que você coloque valores além das suas reservas e mesmo crenças. Ainda que você dê um preço que não paga depois. Ainda que você se canse justamente porque seu talento em subir não condiz com sua preguiça de escadas. Ainda que você crie monstros com asas quando exalta além da rasante dos anjos. Como se todos nós não voássemos baixo em busca de um abraço. Que graça tem estar acima do mundo ou só amar o que é possível ali colocar?
Ainda que especuladores enxerguem o que os outros não veem mas não tenham humanidade para o contento. A parada. Dinheiro, gente, pouco importa. Querem mais, colecionadores, mais, mais. Porque no fundo, isso tudo pouco importa. Louco de verdade não é quem rasga dinheiro. É quem rasga pessoas.
Ainda que seja triste se movimentar com o que os outros guardam para viver. Essa nação inteira que eu poderia ter sido pra você, completamente quebrada. Ainda que seja típico dos especuladores amar o risco justamente por não assumi-lo. Ainda que eu tenha me confundido o tempo todo com investimento. Era saqueamento. Era amor de blefe. Era um jogo pra ver se era possível, se você era realmente tão bom que enganaria a si próprio.“
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Eu quero gritar! Gritar bem alto. Esquecer do mundo. Queria me enfurnar num lugar onde só houvesse livros e filmes. E eu conseguisse esquecer de tudo lá dentro. Era só isso…
Ah! E queria registrar também que eu não estou de TPM!
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Gostaria muito de poder dizer que não. Que não é verdade, que não está acontecendo. Mas enganar-se não é um dos meus fortes. Na verdade, não saberia dizer quais são os meus fortes. É claro que eles existem e estão ali, evidentes para todos, menos pra mim nesse momento.
Gostaria muito de ser mais racional, de deixar a minha mente comandar tudo. Mas eu sei dos riscos e não sei se consigo assumi-los. Seria menos emoção e mais razão. Seria uma influenciando a outra, mas não determinando. Seria um eu cheio de dores, mas sem mágoas.
Gostaria muito de poder esquecer de tudo agora, nesse exato momento. Deixar de sentir falta do passado e passar a sentir saudade do futuro. De sentir e saber que “o tempo não pára”, que o futuro sempre nos reserva boas surpresas.
Gostaria muito de poder não pensar no que me dizem, de não lembrar do que me dizem, pra que eu não conseguisse ver contradição no mundo. Para que eu não tentasse entender as contradições de cada um. Para que as minhas noites pudessem ser tranqüilas e sem faltas, sem saudades, sem sentidos…
Gostaria muito de me livrar da culpa de cair sempre na mesma armadilha. De saber que o “comportamentalismo” não se encaixa em mim, que eu serei sempre aquele ratinho que não aprende, não importa quantos choques levou, ou em quantas ratoeiras entrou. Serei sempre atraída por aquele pedacinho amarelo, que tem cheiro e aparência de queijo, mesmo não sendo.
Gostaria muito de ser menos eu. Sentir-me menos. Viver menos a minha vida. Parar um pouco no tempo. Dormir e acordar com todos os problemas resolvidos ou simplesmente dar uma “pausa” no mundo para que eu consiga me reconstruir. A sensação que eu tenho é que será sempre assim: sempre procurando me encontrar e nunca achando nada além de pedras.
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É estranho sair e esperar olhar. É estranho não esperar também. É estranho quando você sai com os seus amigos, mesmo não querendo ir. Você quer querer. E isso é importante. Mas a sua vontade mais íntima é de se esconder feito um tatu embaixo da terra e não sair mais dali. Ficar ali pra sempre, porque só aquele buraco no chão faz sentido pra você nesse momento.
Mas estranho que isso é ver o que passou na sua frente. Ver, sentir, tocar… Como uma filme personificado passando ali, perto de você. Sem o poder do controle remoto. Sem saber onde pausar aquilo. Porque você, por alguns instantes, não sabe se passou ou se você pode desistir porque não vai passar.
E a dúvida é o mais estranho. A incerteza do estar ou não estar, do sentir ou não sentir. A dúvida em saber o que é exatamente aquela angústia que te consome quando chega em casa. Aquele silêncio que entra no vazio daqui de dentro e ecoa.
São muitas perguntas e poucas respostas! O que eu aprendi? Que as histórias sempre se repetem, porque nós continuamos os mesmos.
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Como sempre eu deixo as coisas acontecerem. Vou simplesmente fingindo que elas não existem e deixando o tempo passar, pra ver se ele resolve, sem precisar da minha ajuda. Mas nem sempre funciona, na verdade, na maioria das vezes não funciona. Mesmo assim vou deixando. Mas são tantos planos e são tantas coisas que eu quero fazer, que os problemas acabam ficando de lado.
E o meu DVD de Maria Bethânia é tudo de mais legal! Ouço “Terezinha” dez vezes. Acho até que o DVD vai furar. Tenho que fazer comida e estudar, mas tô sem saco pros dois. Ou melhor, pra fazer comida, porque até estou gostando da idéia de estudar. E ouvir a conversa dos outros as vezes é bom. Na verdade essa é uma coisa que eu sempre faço, sempre mesmo. Não é nada legal ficar no trabalho esperando dá a hora de ir embora, sete da noite. Principalmente quando você olha no relógio e vê que ainda são 2 e meia. Dá um desespero… mas a gente supera.
Tenho dois livros enormes pra ler. A sorte é que eles são legais! E o assunto é interessante. E o que dá mais gás é saber que é pra minha monografia! Isso é tão lindo, tão perto, que parece que eu vou acordar a qualquer momento e alguém vai rir de mim dizendo: “ô, otária! Achou mesmo que ia se formar?”. E eu vou acreditar porque eu sempre acho que naquela hora as coisas vão acontecer e nunca acontecem, seja por minha causa, seja por causas externas e alheias a mim.
Tomara que dessa vez seja diferente!
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Um dia ouvi dizer que “amigos são a família que nos permitiram escolher”. Ouvi isso junto com outras verdades quaisquer. Mas nesse momento é o que mais faz sentido pra mim. Por que? Posso dizer que nos últimos tempos eu tenha entendido isso com tudo de maior e melhor que existe em mim.
Eu moro numa cidade onde não há ninguém da minha família, longe de todos eles. E na maior parte do tempo eu gosto disso, mas chega uma hora que você queria alguém próximo a você, próximo por aquele laço que nunca se desfaz: o sangue. E o amor que vem em conseqüência dele.
O que eu entendi, depois de ter, de certa forma, me distanciado dos meus amigos, é que eles são a minha família, aquela que eu escolhi ter. E é bom saber que eles estão aqui, pertinho de mim. Eles são a minha família aqui. Se substitui? Não, não há substituição. Há uma soma. E eu que sempre fui apaixonada pelos meus amigos, mesmo que depois nossos caminhos se separem, entendi que isso é bom! E bom saber que eu tenho a quem recorrer e é bom também saber ser um porto seguro pra eles. Saber que eu os ajudo, os protejo.
Eu não quero e não posso abandonar os meus amigos. Não posso trocá-los por nada, nem ninguém que aparece ou que deixa de aparecer. E isso é o que eu sei. Eu sei também que não sei muito, mas eu gosto dessa Larissa que tem 25 anos. Que ama, sofre, chora, mas sabe sorrir e sabe ser feliz. Talvez seja até um pouco dramática, chata, com manias de “velho”. Ainda sim eu gosto de quem ela se transformou, de saber que ela não é mais aquela menina tão ingênua quanto antes, aquela menina boba que se deixava humilhar. É bom perceber que ela se transformou em uma pessoa um pouco mais, e cada vez mais segura de si. Com muitas coisas a consertar, com muitos problemas a resolver e ainda tentando se acostumar à vida de gente grande, mas também com aquele sonho de quando criança: encontrar alguém e fazer a felicidade acontecer. Estar disposta, sempre disposta, a isso, sabendo que tudo que aconteceu, que todas as suas escolhas, boas e ruins, corroboraram para ser quem ela é hoje. E de quem ela se orgulha ser.
E os meus amigos sempre foram peças fundamentais. Sempre ali me ajudando, me indicando os caminhos, mesmo que na hora eu não entenda ou não aceite os seus conselhos. Por muitas vezes entendi muito depois que eles tinham razão, muitas vezes os caminhos me levaram a entender que eu realmente tinha razão. E é bom perceber que nessas horas eles também aprendem comigo.
Eu os amo, mesmo os que não estão mais por perto. Foi bom todo o carinho que senti enquanto eles me queriam perto.
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Escrevi um post ontem, mas deixei em casa. Então… fica para amanhã!
Deixo-os então com Clarice Lispector:
“É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto, como o que sinto se transforma lentamente no que digo.”
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Apesar de todo o meu desprendimento e o fato de ter aprendido a gostar de Brasília. E, apesar de hoje não ser mais um esforço estar aqui e sim um prazer, eu ainda consigo enxergar que essa cidade não é meeesmo nada do que se espera dela.
Ontem tivemos um apagão! A cidade inteira, incluindo o entorno, simplesmente apagou. Não que eu não tenha gostado de sair mais cedo do trabalho. De ter chegado em casa mais cedo e de ter lido um livro no meu computador, que graças a Deus, tinha bateria suficiente. Mas o fato é que, como diz minha chefe, Brasília é uma província!
Tá bom que eu pude escutar as músicas novas do Leoni, que eu baixei no dia anterior pelo computador da empresa. Mas eu esqueci que o “calibrador” de pneus não liga quando não tem energia, por isso na volta pra casa parei no posto pra nada. Apesar do trânsito, me deixaram sair do posto depois de nada menos que 5 min esperando uma vaguinha entre os carros.
No escuro eu pensei muito. Se ele ajudou? Não sei, mas o fato é que eu pensei. Pensei em tudo. Fui honesta comigo e me falei tudo que eu tinha pra falar. Tudo que eu tento esconder até de mim. Mas não fiquei triste, por incrível que pareça. Quando a luz voltou, confesso que ainda fiquei no escuro um tempo. Parece que ele me fez bem. Eu parecia estar em casa. E, sim, parece drama, mas e daí? Era como se fosse só eu no mundo. E o que eu descobri ali, sozinha? Que eu não tenho mais medo de mim. E também não temo mais o que as pessoas vão achar de mim.
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As últimas 24 horas dos meus 25 anos foram intensas e surpeendentes!
No dia 8 de março eu completei os meus 25 anos. Marcando o fim de mais um ano, vou para o show de Ney Matogrosso! Um show que eu fiquei sabendo da existência 15 min antes de começar. Fui como uma louca até o parque da cidade e entrei para ver e ouvir aquele ESPETÁCULO! Quando o show termina eu já estou na frente dos seguranças pedindo “pelo amor de Deus” para me deixarem entrar no camarim. Entro e fico a espera. Para resumir a história, a segunda pessoa a me dar “PARABÉNS” foi o Ney Matogrosso. Quem foi a primeira? O meu mais que amigo Flávio, que estava comigo nessa aventura, exceto na parte de conhecer o Ney pessoalmente. Eu tenho uma foto para registrar esse momento!
Assim começou o meu dia. Depois voltei ao bar e recebi milhões de “Parabéns” dos meus amigos e muitos votos lindos. Mega declarações de amor! Então fui pra casa dormir. Eu sei, eu sei, dormir é para os fracos. Mas eu tô velha, o que posso fazer? Acordei com mensagens e telefonemas. Fui fazer prova depois fui encontrar os amigos! E foi tudo muito legal! A farra foi bem legal! Me diverti horrores.
Acho que é só isso. Os meus 25 anos irão deixar saudades… muitas saudades!
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